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Ementário

Consulte aqui as ementas das disciplinas ativas oferecidas pelo PFI.

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Ementário
 

Obrigatórias Comuns

EGH00567 – PESQUISA DISCENTE I
Disciplina voltada para a elaboração do trabalho de qualificação do mestrando, sob a supervisão do seu orientador.

EGH00568 – PESQUISA DISCENTE II
Disciplina voltada para a elaboração da dissertação do mestrando, sob a supervisão do seu orientador.

 

Optativas: Estética e filosofia da arte

EGH00569 – HISTÓRIA DA ESTÉTICA I
As aulas terão como tema a transição de um pensamento normativo e classificatório sobre as artes, característico das Poéticas do Classicismo, para a Estética, considerada como filosofia da arte na qual se valoriza a reflexão histórica e se fundamenta uma nova teoria da interpretação e da crítica. O tema será elaborado a partir de comentários de obras de alguns dos principais autores (filósofos, críticos e poetas) do período estudado, especialmente Shakespeare, Boileau, Corneille, Lessing, Kant e Schiller.

EGH00570 – HISTÓRIA DA ESTÉTICA II
O objetivo do curso é discutir o processo de consolidação da Estética como disciplina filosófica autônoma. Esse processo tem início no século XVIII, com base na proposta de Baumgarten e nas reflexões filosóficas de teóricos ingleses, como Hume e Burke, sobre as questões do gosto, e dos sentimentos de prazer que estão na base do belo e do sublime. Com Kant, esses temas são retomados segundo uma perspectiva que não só explicita a independência da experiência estética em relação à epistemologia e à moral, como também indica a necessidade de discutir a especificidade do belo artístico em relação ao natural. Essa discussão orienta o rumo da Estética, no contexto dos movimentos idealista e romântico, para uma reflexão filosófica sobre o fenômeno artístico.

EGH00571 – HISTÓRIA DA ESTÉTICA III
A reflexão sobre a arte praticada no século XX radicaliza duas tendências presentes nos grandes sistemas estéticos do século XIX: (1) a experiência estética, que conquistara a sua autonomia apenas no século XVIII face aos dois outros âmbitos de experiência – o do conhecimento e o da moral – aos quais sempre estivera submetida, passa a ser pensada, nas obras de filósofos tão distintos quanto Heidegger, Merleau-Ponty e Derrida, como modelo de experiência em geral, tornando-se assim ponto de partida privilegiado para uma reflexão filosófica sobre a constituição ontológica da realidade; (2) a valorização do “mundo das aparências”, cuja dignidade ontológica é restituída, implica uma valorização da história, que, rompendo com a concepção teleológica de Hegel, pensa-a como construção humana passível de ser transformada a partir da elaboração de outros modos de narrá-la, distintos daqueles que predominaram desde a invenção da racionalidade/civilização ocidental, cuja dialética é o tema central nas obras de pensadores como Benjamin e Adorno. A radicalização dessas duas tendências nas obras dos “filósofos da arte” do século XX tem sua origem no pensamento de Nietzsche, que, embora retome em nova chave elementos presentes nas filosofias de Schelling e Hegel, por exemplo, rompe com a sua pretensão sistemática, exigindo igualmente de seus herdeiros uma reflexão sobre um outro modo de apresentação da verdade filosófica, que culminará na eleição do ensaio como forma privilegiada para o exercício do pensamento contemporâneo.

EGH00572 – QUESTÕES FUNDAMENTAIS DA ESTÉTICA
A Estética, considerada como disciplina autônoma, rompeu tanto com a tradição filosófica que subordinava a teoria da arte a uma finalidade educativa ou moral, quanto com as teorias normativas que estabeleciam as regras para a produção artística. Consolidada a partir do século XVIII, essa disciplina investiga temas como o gosto e sua universalidade, os sentimentos de prazer, a diferença entre belo artístico e belo natural e o tipo de pensamento ou conhecimento produzido nas obras de arte.

EGH00573 – OS GREGOS E A ARTE
Os Gregos não inventaram apenas formas de arte – a poesia, o teatro, a escultura, a pintura – mas também filosofias da arte. Platão e Aristóteles criaram conceitos que ainda fornecem as condições para a nossa reflexão sobre a natureza e a função das obras de arte. Entusiasmo e Mímesis, por exemplo, dois conceitos fundamentais para a compreensão do fenômeno artístico em Platão, a despeito do fato de terem sido cunhados com o propósito firme de combater a poesia, tornaram-se, paradoxalmente, pilares da Estética moderna. A Poética de Aristóteles oferece, por sua vez, uma alternativa à visão crítica de Platão. Tomando a tragédia como exemplo, Aristót eles cria a primeira filosofia positiva da arte. A recepção da Poética confunde-se com a história da reflexão sobre a arte no Ocidente.

EGH00574 – FILOSOFIA E CRÍTICA DE ARTE
A história do sentido da arte para a filosofia tem um capítulo importante nas considerações sobre o caráter, abrangência e significado da crítica. O momento romântico, na Alemanha, é paradigmático. Schlegel e Novalis propuseram para o termo critica sentido inaudito, defendendo para o discurso sobre obras de arte específicas um papel imanente à própria obra de arte. No mesmo período, Hegel, em suas Preleções sobre estética, associou a assim chamada “morte da arte” à crescente associação da atividade artística ao discurso prosaico e teórico do crítico. Em sua obra O conceito de crítica de arte no romantismo alemão, Benjamin propõe a crítica como destruidora da forma, a fim de revelar a singularidade da obra na linguagem prosaica. A posterior obra ensaística de Walter Benjamin é exemplar de um pensamento que vê na crítica de arte momento decisivo da elaboração dos problemas contemporâneos. Além deste, autores como Theodor Adorno, Martin Heidegger, Merleau-Ponty, entre outros, possuem dentre suas obras exemplos importantes de crítica de arte filosófica.

EGH00575 – TÓPICOS ESPECIAIS DE FILOSOFIA DA ARTE
A determinação de que tópico especial de Filosofia da Arte será abordado, assim como a bibliografia deste curso, ficará a cargo do professor responsável pela disciplina no semestre, que deverá acomodá-la às exigências da pesquisa que estiver empreendendo no momento.

EGH00576 – FILOSOFIA DA ARTE
Na história complexa da relação entre filosofia e a arte, sempre houve tentativas de compreender a finalidade da arte e a maneira como funciona a criação artística. O curso apresentará, numa abordagem histórica, as questões que tradicionalmente articularam a discussão filosófica sobre a arte, tais como a da finalidade, a da mímesis, a do belo artístico e a do gênio. Essas questões dizem respeito tanto a uma concepção “externa”, da relação da arte com o conhecimento, a moral e a educação, quanto a uma investigação “interna” do procedimento artístico, do efeito, da composição, do prazer e da autonomia.

 

Optativas: História da filosofia

EGH00577 – HISTÓRIA DA FILOSOFIA ANTIGA
Abordar autores e temas característicos do período antigo, em suas diversas escolas filosóficas, articulando-os com seus contextos histórico-filosóficos determinados.

EGH00578 – HISTÓRIA DA FILOSOFIA MEDIEVAL
A disciplina deverá abordar autores e temas característicos do período medieval, em suas diversas escolas filosóficas, articulando-os com seus contextos histórico-filosóficos determinados.

EGH00579 – HISTÓRIA DA FILOSOFIA MODERNA
A disciplina deverá abordar os autores e temas característicos do período moderno, em suas diversas escolas filosóficas, articulando-os com seus contextos histórico-filosóficos determinados.

EGH00580 – HISTÓRIA DA FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA
A disciplina deverá abordar autores e temas característicos do período contemporâneo, em suas diversas escolas filosóficas, articulando-os com seus contextos histórico-filosóficos determinados.

EGH00581 – SEMINÁRIO DE HISTÓRIA DA FILOSOFIA I
A disciplina deverá abordar um problema da história da filosofia que articule o pensamento antigo a qualquer outro período da história da filosofia.

EGH00582 – SEMINÁRIO DE HISTÓRIA DA FILOSOFIA II
A disciplina deverá abordar um problema da história da filosofia que articule o pensamento medieval a qualquer outro período da história da filosofia.

EGH00583 – SEMINÁRIO DE HISTÓRIA DA FILOSOFIA III
A disciplina deverá abordar um problema da história da filosofia que articule o pensamento moderno a qualquer outro período da história da filosofia.

EGH00584 – SEMINÁRIO DE HISTÓRIA DA FILOSOFIA IV
A disciplina deverá abordar um problema da história da filosofia que articule o pensamento contemporâneo a qualquer outro período da história da filosofia.

 

O Programa de Pós-Graduação em Filosofia (PFI) integra o Instituto de Ciência Humanas e Filosofia (ICHF) da Universidade Federal Fluminense e oferece mestrado acadêmico na área de filosofia. O programa congrega dezoito docentes, entre membros permanentes e colaboradores, distribuídos em duas linhas de pesquisa: "Estética e filosofia da arte" e "História da filosofia". Os processos seletivos de ingresso ao mestrado têm lugar anualmente entre o primeiro e o segundo semestres letivos.
 
Pós-Graduação em Filosofia
Campus Gragoatá
R. Prof. Marcos Waldemar de Freitas Reis, s/n.
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